segunda-feira, 13 de junho de 2011

O PARNASIANISMO NO BRASIL.

Parnasianismo 

1. ASPECTOS GERAIS 

CRONOLOGIA – Cronologicamente, o Parnasianismo durou no Brasil de 1880 a 1893. A influência do movimento, entretanto, estendeu-se até a primeira década do século XX. 

INÍCIO NO BRASIL – As primeiras obras do Parnasianismo brasileiro foram: 

a) Sonetos e Rimas (poesias, 1880), de Luís Guimarães Júnior. 

b) Fanfarras (poesias, 1882), de Teófilo Dias. 

POESIA REALISTA – A denominação “poesia realista” não vingou. Por influência européia, dá-se o nome Parnasianismo à produção poética do Realismo-Naturalismo. 

OPOSIÇÃO AO ROMANTISMO – As manifestações poéticas durante a vigência do Realismo-Naturalismo opunham-se radicalmente ao Romantismo. 

ORIGEM – O movimento parnasiano surgiu na França, com a publicação de uma séria de antologias denominada Parnaso Contemporâneo. Por meio delas, pregava-se um modo novo de fazer poemas: sem a emoção e o subjetivismo da época romântica. 

ORIGEM DO NOME – O nome Parnasianismo foi inspirado na mitologia grega. Parnaso era o monte consagrado a Apolo (o deus da beleza) e às musas (divindades inspiradoras da poesia). 

CULTURA GREGA – Tomando a cultura grega como modelo, os parnasianos retornavam à época clássica. Fugiam, assim, da influência romântica e adotavam uma linguagem menos brasileira, com gosto por termos rebuscados e eruditos. 

INFLUÊNCIA DURADOURA – A poesia com gosto refinado, mostrando perfeição, agradou o público leitor brasileiro da época. Prova disso é a extensão da influência parnasiana: não desapareceu nem com as primeiras manifestações modernistas. 

2. CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO 

ARTE PELA ARTE – É a arte pelo simples prazer de fazer arte, sem a influência dos sentimentos, das emoções. 

PERFEIÇÃO FORMAL – O poeta busca, a qualquer custo, a perfeição exterior dos poemas. Passam a ter valor os seguintes aspectos: 

a) rimas ricas e raras; 

b) vocabulário erudito, às vezes técnico- científico; 

c) composição de soneto (2 quartetos e 2 tercetos); 

d) clareza e lógica; 

e) poesia descritiva; 

f) ausência de emoção.

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